Diante do cenário atual, onde investir?

Muitos clientes perguntam: qual a melhor forma de obter uma rentabilidade extra, já que os investimentos extremamente conservadores estão abaixo do famoso 1% ao mês?

A alternativa hoje é a diversificação em ativos que possuem prazo mais longo, ou fundos de investimento multimercados que apresentam baixa volatilidade, os famosos “low vol”.

Os investimentos de prazo mais longo costumam apresentar retornos mais atrativos, como um “benefício adicional” pelo seu dinheiro ficar indisponível por um tempo maior

Os investimentos de prazo mais longo costumam apresentar retornos mais atrativos, como um “benefício adicional” pelo seu dinheiro ficar indisponível por um tempo maior. Quanto mais longo o prazo do seu investimento, maior será o rendimento, o que pode “apimentar” sua carteira de investimentos, gerando rentabilidade extra.

Como efeito de comparação, um CDB com liquidez diária hoje dá uma rentabilidade de 100% do CDI ou 0,80% ao mês. É possível obter, com um CDB de 5 (cinco) anos, algo em torno de 120% do CDI, ou 1% ao mês. Esse ganho é 25% superior, e no longo prazo poderá fazer toda a diferença.

A segunda opção é procurar fundos que possuam estratégias conservadoras, porém tenham como meta uma rentabilidade maior. Os fundos multimercados low vol são os mais indicados dessa categoria, pois possuem um gestor que busca rentabilidade um pouco maior, seja pela análise e troca mais constante de ativos (procurando sempre o melhor ativo que remunere mais), ou pela realização de operações também conservadoras, porém mais complexas, que possam obter essa rentabilidade extra.

Os fundos multimercados low vol atualmente buscam de 105% do CDI a 130% do CDI (dependendo de sua complexidade) e podem corresponder a um ganho adicional de 30%, mantendo ainda um prazo médio desses produtos de 15 a 30 dias.

Como o cenário interno continua incerto, os investimentos pré-fixados não são a melhor opção. Isso porque ativos pré-fixados são indicados para cenários certos de queda de juros, com estabilidade econômica e política, o que ainda não se apresenta no Brasil. Nesse momento, o melhor caminho é escolher investimentos que acompanhem a taxa de juros, mas que busquem “algo a mais”.

Outro grande mito que surge em cenários como esse está relacionado aos investimentos imobiliários. Da mesma maneira que os pré-fixados, investimentos imobiliários costumam se movimentar de maneira mais contundente em cenários de estabilidade (tanto política como econômica). Como ainda não vivenciamos essa realidade, o melhor é esperar uma definição clara de médio/longo prazo.

Por último, outra opção são os fundos de crédito. Nesse caso, existem dois tipos distintos:

  • s fundos de crédito privado (que possuem uma parte de crédito na carteira);
  • os FIDCs (fundos que possuem exclusivamente crédito).

São duas alternativas interessantes de diversificação em carteira. É necessário, porém, muita cautela na escolha, a fim de garantir que esses fundos possuam bons créditos e não corram o risco de calote, fazendo com que o investidor perca parte de seus investimentos.