Saiba mais sobre fundos de investimentos

O melhor exemplo para se definir um fundo de investimento é comparando-o com um prédio residencial. No condomínio, várias pessoas se juntam para viverem no mesmo lugar, respeitando determinadas regras.

Em um fundo de investimento, as pessoas se unem para investir, e ficam todas sujeitas às mesmas regras.

Como em um condomínio, em um fundo de investimento existem as figuras do síndico, do administrador e do conselho fiscal. Essas figuras são representadas pela figura do gestor, do administrador e do custodiante, respectivamente

Como em um condomínio, em um fundo de investimento existem as figuras do síndico, do administrador e do conselho fiscal. Essas figuras são representadas pela figura do gestor, do administrador e do custodiante, respectivamente.

Ao gestor, cabe selecionar os ativos que estarão dentro do fundo, de acordo com as regras preestabelecidas. Cabe ao administrador o papel de organizar os documentos e zelar pelo bom funcionamento do fundo e dos seus prestadores de serviços. Já o custodiante é responsável por “guardar” os ativos e demais valores que o fundo possua.

A última figura, e a mais importante, são os cotistas que, na comparação com um condomínio, seriam os proprietários dos apartamentos. Eles decidem quem serão as outras três figuras mencionadas anteriormente.

Cada fundo de investimento possui sua própria regra, sempre acompanhando a legislação pertinente, recebendo uma classificação quanto ao que pode ou não pode investir.

O mercado financeiro é, na verdade, composto por vários “mercados” diferentes. A legislação, de maneira geral, define em qual mercado o gestor poderá investir o dinheiro dos cotistas.

Dentro da classificação dos fundos de investimento, existe uma categoria que pode investir em vários mercados diferentes e recebe o nome de Fundo de Investimento Multimercado, ou simplesmente FIM.

Os FIMs possuem uma das regras mais amplas dentre os fundos de investimentos, pois permitem que seus gestores naveguem entre os diversos mercados, a fim de encontrar a melhor rentabilidade em determinado tipo de operação.

Muitos deles possuem regras mais restritivas do que a legislação permite, criando-se assim uma subclassificação quanto ao risco ao qual estão expostos. Como o mercado financeiro costuma avaliar seus ativos quanto ao seu nível de risco (volatilidade), informalmente eles foram classificados como “low vol” (baixa volatilidade), “mid vol” (média volatilidade) ou “high vol” (alta volatilidade).

Os FIMs “low vol” são aqueles que concentrarão maior parte de seus investimentos em ativos de baixo risco, porém diversificando o suficiente para buscar um “algo a mais” para o investidor (cotista).

Através de uma série de investimentos, muitos deles são tão conservadores quanto um investimento tradicional em Renda Fixa, porém muito mais complexos que uma simples compra de Tesouro Direto. Obtêm rentabilidade muito acima de um Fundo DI ou um Fundo de Renda Fixa, podendo chegar, em alguns casos, a ganhos 20% a 30% superiores.

Esses fundos costumam ter um prazo de resgate um pouco maior do que os fundos 100% conservadores, em alguns casos podendo chegar a 30 dias, tempo esse suficiente para o gestor desfazer uma operação, caso haja um resgate.

Nesses tempos de “vacas magras”, ou taxa de juros baixa, trata-se de uma forma interessante para o investidor fugir da tradicional Renda Fixa, e dar uma turbinada em seus investimentos.