Quinteto fantástico rumo à Educação Financeira

A informação é a base das boas decisões e pode contribuir muito para que as pessoas
consigam se planejar e realizar sonhos. Mas será que a Educação Financeira, sozinha,
consegue o resultado esperado?

a Educação Financeira é fundamental, mas
sozinha não faz mágica. Ela precisa de uma rede, uma confluência de fatores para
funcionar melhor.

A especialista Vera Rita de Mello Ferreira, consultora independente de Psicologia
Econômica e membro do NEC (Núcleo de Estudos Comportamentais da CVM), explica
que não. Durante a Semana Mundial do Investidor (02 a 08 de outubro), apresentou o
que chama de “quinteto fantástico”: a Educação Financeira é fundamental, mas
sozinha não faz mágica. Ela precisa de uma rede, uma confluência de fatores para
funcionar melhor.

Vera propõe cinco elementos que, agindo de maneira integrada, podem contribuir
para a educação financeira e fazer com que as pessoas possam tomar suas decisões
com maior segurança. São eles:

Psicologia Econômica: são os insights psicológicos, sobre funcionamento mental e
tomada de decisão.

estamos vivendo
mais e falo isso quase em tom de ameaça. Vamos precisar de dinheiro nessa etapa da
vida, pois envelhecer custa caro, bem caro!

Educação Financeira: fundamental no sentido de conscientizar as pessoas quanto à
necessidade de planejar. “Não se trata de pensar apenas em garantir bem-estar, mas
de assegurar sustentabilidade ao longo do tempo”. E continuou: “estamos vivendo
mais e falo isso quase em tom de ameaça. Vamos precisar de dinheiro nessa etapa da
vida, pois envelhecer custa caro, bem caro!

Defesa e Proteção do Consumidor: por existirem tantas assimetrias entre o
consumidor financeiro/cidadão e as instâncias do mercado financeiro, este auxílio
extra se torna necessário.

Poder público/Regulação do Mercado Financeiro: também no intuito de proteção dos
cidadãos, cabendo sanções, quando necessárias. “Os reguladores do mercado
financeiro estão informados sobre o mecanismo da tomada de decisão. Deve somar-se
a isso a simplificação na abordagem e uma comunicação mais direta e efetiva”.

Arquitetura de escolha: tentativa de desenhar um contexto para facilitar o processo
de tomada de decisão das pessoas, para que consigam fazer o que gostariam. “Neste
caso, a arquitetura de escolha viria a favor do cidadão, visando auxiliá-lo e
minimizando a chance de erros”, explicou Vera Rita.