Metade dos brasileiros se preocupa em poupar, mas somente minoria ainda investe

Apesar de entenderem a importância de investir e afirmarem ter hábitos de poupança frequente, levantamento recente elaborado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), com o apoio do Datafolha, constatou que o discurso nem sempre se aplica.

Talvez seja a crise econômica pela qual passamos, ou simplesmente as discussões acerca da Reforma da Previdência, mas uma coisa é certa: o brasileiro, povo mais otimista do mundo (o que se reflete na baixa poupança privada), está mais atento!

Segundo a Anbima, a relação dos brasileiros com dinheiro pode ser entendida através de cinco perfis: Construtor (30%), Planejador (22%), Camaleão (29%), Despreocupado (11%) e Sonhador (6%).

Maior preocupação com futuro

Os Planejadores vão além: eles não só se preocupam com o futuro, como cerca de 60% deles afirmam que “guardar dinheiro é um compromisso”!

Juntos, os Construtores e Planejadores representam 52% dos entrevistados, sugerindo que o brasileiro passou a se preocupar com o futuro. Cerca de 80% dos Construtores afirmam “poupar sempre que possível” ou “guardar sempre um pouco, pois precisam de segurança”. Os Planejadores vão além: eles não só se preocupam com o futuro, como cerca de 60% deles afirmam que “guardar dinheiro é um compromisso”!

Representando quase 30% dos brasileiros, os Camaleões têm um perfil completamente distinto: cerca de 70% afirmam que “não conseguem fazer o dinheiro sobrar”, “não conseguem poupar, pois consomem tudo que ganham”. Pelo menos, têm consciência de que talvez devessem planejar melhor suas finanças.

Ainda mais preocupantes são os perfis Despreocupados (11%) e  Sonhadores (6%). Mais de dois terços dos Despreocupados afirmam “não se preocupar em poupar, e preferir viver o presente”, enquanto os Sonhadores vão além e dizem que, “para eles, dinheiro é combustível para realizar grandes sonhos. O foco deles é construir um projeto social”.

Conservadorismo ao investir

o estudo estima que apenas 24% dos brasileiros fazem algum tipo de investimento. Na hora de investir, o conservadorismo ainda prevalece: 63% preferem a poupança

Contudo, o estudo estima que apenas 24% dos brasileiros fazem algum tipo de investimento. Na hora de investir, o conservadorismo ainda prevalece: 63% preferem a poupança.

A pesquisa ouviu 2.653 pessoas em 130 municípios brasileiros, com a população economicamente ativa, inativos que possuem renda e aposentados, das classes A, B e C, a partir dos 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no nível de confiança de 95%.